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A Criada
DIRETOR
Park Chan-wook
LANÇAMENTO
01/06/2016
ASSISTIDO EM
08/09/2026
SINOPSE
Coreia do Sul, anos 1930. Durante a ocupação japonesa, a jovem Sookee é contratada para trabalhar para uma herdeira nipônica, Hideko, que leva uma vida isolada ao lado do tio autoritário. Só que Sookee guarda um segredo: ela e um vigarista planejam desposar a herdeira, roubar sua fortuna e trancafiá-la em um sanatório. Tudo corre bem com o plano, até que Sookee aos poucos começa a compreender as motivações de Hideko.
ONDE ASSISTIR (BR)
FilmBox+
ONDE ASSISTIR (US)
Amazon Prime Video

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A Criada

Visto
Ranqueado #6/75
Eurosphyr
Em Suspense / Thriller: #3/29 · Em Drama: #5/39 · Em Romance: #1/8
9.4
MEDIANA
9.62
MÉDIA
10; 9.4
MODA
★ 10.0
A criada nos faz imergir numa história de uma sociedade totalmente conservadora e estamental sem perspectiva de ascensão, onde você tem que lutar à sua maneira para conseguir o mínimo, Sookee adentra no mundo de Hideko acreditando que seria a ladra que a trairia e assim conseguiria realizar todos os seus sonhos de luxúria, mas como a vida é esse mistério ambulante, enquanto ela esperava estar roubando bolsas, ela estava, na verdade, salvando a vida de Hideko, não por evitar tirá-la do hospício planejado pelo trapaceiro fulcrais, mas sim, porque deu alguém a ela, que não tinha ninguém no mundo, deu a ela, o amor, na sua forma mais pura, a lésbica, que coisa mais linda.
A forma da história ser contada em partes, as dividindo por perspectivas até descobrirmos realmente é muito intrigante e nos faz ficarmos interessados o tempo todo para sabermos como ela se desenrolará, nos levando a uma trama cheia de altos e baixos, com um final avassaladoramente gostoso, com cenas de arrepiar (BANHEIRA), realmente um deleite para o telespectador e uma das obras que prova o quanto Hollywood ficou atrasada no tempo em não ter prestigiado obras asiáticas por tanto tempo até chegar filmes gigantescos como A Criada e Parasita.
A cena da biblioteca sendo destruída é como assistir ao fuzilamento de um ditador, é como ver mussolini sendo posto morto em praça pública, é como ver anos de um conservadorismo de perversão tabugista encubado sendo desmascarado pela insignificância que merece ser tratado.
★ 10.0
É elegante, é explícito na medida certa, é extremamente bonito de se ver e carrega uma carga de libertação e vingança que faz cada segundo valer a pena. Zero fashla, pura intensidade!

(Nível: Perfeição Tática & Quente demais pro servidor do Discord aguentar!)

Um suspense sensual, elegante e perigoso, onde o desejo virou a maior arma de libertação contra os manipuladores — 10/10 com louvor! 🏆🔥🇮🇱
Em Beleza, esse filme é impecável; não erra uma vez sequer. É quase a personificação da beleza, é como ver a Monalisa sendo concebida, a ser pintada diante dos próprios olhos - e me peguei, agora, a pensar que Da Vinci teria inveja do que pude presenciar. Cada frame [ou ainda, cada quadro] parece ter sido pintado à mão antes de ser filmado, cada cenário cuidadosamente desenhado; tudo exala uma sensualidade renascentista limitada que, assim, não grita, não se posiciona, não brama, mas exatamente por isso assume uma forma imponente.
Vemos uma história, um drama sendo esculpidos ao invés de meramente filmados aqui - cada cena é um entalhe e cada transição de cena, portanto, um trabalho de chisel certeiro. O truque de mentiras e de verdades, num jogo e numa dança elegantes e tão absurdamente belos, tão bem trançados que é, digo aqui, indecoro chamar tal truque de trama: é, sim, uma delicada valsa em que a duquesa e sua criada giram uma em torno da outra e cuja condutora varia entre os momentos do filme, até que, finalmente, não mais importa. Entre elas, há um amor criado como veneno - veneno de propósito - mas que se coloca como a única cousa genuína nesse teatro de cobiça, de perversão, de fraude, de falsidades... Do outro lado, essas mulheres são tratadas como objetos - ou, ainda, como livros de uma selecionada coleção - pelos homens dessa alta sociedade.
Se há um pecado aqui nessa obra, é o de ser boa demais consigo mesma - tão certa de sua própria beleza que se põe a admirá-la um milésimo segundo a mais do que o necessário; mas, oh! Que pecado gracioso é esse! Que sacrilégio deleitoso! Um consumo de blasfêmia que é como a especiaria, viciante desde o primo grão, que torna qualquer existência que não a inclua insuportável, mas cuja falta, mais do que a culpa de tê-la desejado, é o efetivo castigo reservado a quem já a provou! Essa profanação, de se demorar diante do espelho quando o reflexo é, por fato, extraordinário!
Ao remate, resta-me apenas a sensação de ter presenciado não tão-só um filme, mas sim um objeto de arte que se aperfeiçoa no erótico.
★ 9.3
A forma como o filme transforma uma história de golpe, desejo e manipulação em uma narrativa sobre poder e liberdade é muito bem feita. Essas reviravoltas e pontos de vista mudam completamente a perspectiva que temos dos personagens e instigam uma reinterpretação dos acontecimentos anteriores.
A fotografia, os cenários e a montagem são extremamente cuidadosos, enquanto o erotismo não aparece apenas como mera provocação, mas como parte fulcral da relação de poder entre as personagens (e baita relação de poder). A relação entre Sook-hee e Hideko também dá ao filme seu ótimo núcleo emocional, fazendo com que a história gradualmente deixe de ser apenas um jogo de manipulação para se tornar uma narrativa sobre desejo e libertação.
★ 9.4
Em Beleza, esse filme é impecável; não erra uma vez sequer. É quase a personificação da beleza, é como ver a Monalisa sendo concebida, a ser pintada diante dos próprios olhos - e me peguei, agora, a pensar que Da Vinci teria inveja do que pude presenciar. Cada frame [ou ainda, cada quadro] parece ter sido pintado à mão antes de ser filmado, cada cenário cuidadosamente desenhado; tudo exala uma sensualidade renascentista limitada que, assim, não grita, não se posiciona, não brama, mas exatamente por isso assume uma forma imponente.
Vemos uma história, um drama sendo esculpidos ao invés de meramente filmados aqui - cada cena é um entalhe e cada transição de cena, portanto, um trabalho de chisel certeiro. O truque de mentiras e de verdades, num jogo e numa dança elegantes e tão absurdamente belos, tão bem trançados que é, digo aqui, indecoro chamar tal truque de trama: é, sim, uma delicada valsa em que a duquesa e sua criada giram uma em torno da outra e cuja condutora varia entre os momentos do filme, até que, finalmente, não mais importa. Entre elas, há um amor criado como veneno - veneno de propósito - mas que se coloca como a única cousa genuína nesse teatro de cobiça, de perversão, de fraude, de falsidades... Do outro lado, essas mulheres são tratadas como objetos - ou, ainda, como livros de uma selecionada coleção - pelos homens dessa alta sociedade.
Se há um pecado aqui nessa obra, é o de ser boa demais consigo mesma - tão certa de sua própria beleza que se põe a admirá-la um milésimo segundo a mais do que o necessário; mas, oh! Que pecado gracioso é esse! Que sacrilégio deleitoso! Um consumo de blasfêmia que é como a especiaria, viciante desde o primo grão, que torna qualquer existência que não a inclua insuportável, mas cuja falta, mais do que a culpa de tê-la desejado, é o efetivo castigo reservado a quem já a provou! Essa profanação, de se demorar diante do espelho quando o reflexo é, por fato, extraordinário!
Ao remate, resta-me apenas a sensação de ter presenciado não tão-só um filme, mas sim um objeto de arte que se aperfeiçoa no erótico.