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DIRETOR
Akira Kurosawa
LANÇAMENTO
09/10/1952
ASSISTIDO EM
07/08/2026
SINOPSE
Kanji Watanabe é um homem de meia-idade que trabalha no mesmo cargo burocrático e monótono há décadas. Ao descobrir que tem câncer, ele começa a procurar o sentido de sua vida.
ONDE ASSISTIR (BR)
Belas Artes à La Carte
ONDE ASSISTIR (US)
HBO Max Amazon Channel YouTube TV Criterion Channel HBO Max

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Viver

Visto
Ranqueado #11/75
Pacote
Em Drama: #10/39
8.6
MEDIANA
8.94
MÉDIA
8.6
MODA
★ 10.0
Acho que mesmo que leiamos todos os livros de filosofia, escutemos todas as canções reflexivas, vejamos todos os filmes filosóficos, tenhamos todas as discussões possíveis, nenhuma será tão fundamental para a Vida quanto discutir o que é a Vida, a vida é um constante exercício de dar sentido à vida, estamos o tempo todo buscando ser, pertencer, preencher para que nossas vidas signifiquem algo para nós, infelizmente, alguns de nós percebem mais tarde do que outros que a vida é maravilhosa porque também é passageira, não temos todo o tempo do mundo, mas temos que aproveitar todo o tempo que temos no mundo para vivermos, Ikiru é sobre isso, mesmo Watanabe já estando na meia-idade e à mercê da morte certa usa suas últimas fagulhas de vida para buscar dar significado à si para si, em algum momento ele realmente acha, mas, infelizmente, seu tempo já não era mais longo, mas antes tarde do que nunca, ficamos com a lição Morrer é fácil, difícil é Perder a vida.
Tendo dito tudo anteriormente sobre a trama em si, quero partir para abordar resumidamente o filme como obra em si, Takashi Shimura demonstrou uma das melhores performances que já vi em minha vida durante um Choro, chegava a ser assustador como ele realmente parecia estar me encarando enquanto lacrimejava o Rio Amazonas, uma feição sem igual. Também gostei bastante de como os diálogos foram construídos ao longo do filme sem deixar qualquer vagueza e demonstrando uma inteligência na elaboração do roteiro que não vimos tão facilmente em dias modernos, gosto de quando diretores do preto e branco utilizam bem o esquema de cores para dar enfoque a certos aspectos e contar a história os usando.
★ 9.3
Um filme com reflexões importantes, mesmo a partir de uma ideia simples.

O primeiro ponto perceptível é como se compreende verdadeiramente o valor da vida quando a mortalidade é aceita. Quando Watanabe descobre que morrerá, cada decisão sua passa a ter peso e significado. Talvez a morte não destrua a vida nesse contexto, mas, ao contrário, finalmente lhe dê alguma direção. Kurosawa nos mostra que qualquer ação, mesmo pequena, pode transformar muitas vidas.
Talvez haja também um pouco de crítica política? O filme parece criticar o sistema burocrático que transforma as pessoas em meras engrenagens, produzindo uma alienação em que ninguém assume a própria responsabilidade, e cada setor encaminha o problema para outro, tornando a construção de um simples parque praticamente impossível (isso se evidencia ainda mais no final do filme).

Lembrou-me bastante A Felicidade Não Se Compra, mas, em comparação com este, considerei-o superior. É complicado esse melodrama de Kurosawa...
Muito bom o filme, com reflexões ótimas e é gostoso de assistir. Contudo, além dessa forte reflexão proposta, não há nada de fenomenal e há uma série de coisas que o tornam fastidioso em algumas cenas (especialmente na última, a qual, apesar de boa, é apresentada num ritmo desagradável). O filme acaba pecando em questões técnicas, em grande parte explicado pela sua época.
★ 8.6
Mais tarde penso na review
★ 8.6
Kurosawa ensinando o que é cinema enquanto o espectador chora no canto. É pra aprender a dar valor pra vida antes que seja tarde. Nota Achla sem pensar duas vezes!