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Harakiri
DIRETOR
Masaki Kobayashi
LANÇAMENTO
15/09/1962
ASSISTIDO EM
10/09/2026
SINOPSE
No século 18, o Japão não está mais em guerra e o país é governado com firmeza. Hanshiro Tsugumo, um dos muitos ronin (samurais errantes) desempregados, decide bater à porta do poderoso clã Ii. Recebido por Kageyu Saito, o intendente do clã, ele pede permissão para cometer suicídio por harakiri na residência. Tentando dissuadi-lo, Saito começa a lhe contar a história de Motome Chijiwa, outro ronin que também queria realizar o mesmo ritual no local.
ONDE ASSISTIR (US)
Criterion Channel

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Harakiri

Visto
Ranqueado #5/75
Eurosphyr
Em Ação: #1/14 · Em Drama: #4/39
9.8
MEDIANA
9.63
MÉDIA
9.8; 9.1; 10
MODA
★ 9.8
Nível: Aula Magistral / Cinema Pesado que Exige Respeito Máximo!)

Uma obra-prima Achla que prova que a palavra de um homem com raiva e razão corta muito mais fundo do que qualquer katana! ⚔️🔥🇮🇱

Yalla! Esse é pra assistir com atenção total na call sem ninguém ousar dormir!
★ 9.1
Desde que embarquei nesta empreitada de conhecer mais do cinema oriental percebo cada vez mais que é um dos que mais se aproxima de fato de produzir a arte pela arte, não há uma questão da indústria cultural de Habermas, percebe-se um real interesse em difundir a arte com o propósito de ser como meio de compreensão do ser e do mundo, nos repassando, muitas vezes, valores primeiros que devemos seguir dentro de uma sociedade e questionamentos que nos fazem mais críticos e conscientes.

Tendo isso em vista, Harakiri dialoga com diversas faces da filosofia, Hanshiro vai de encontro com o Clã Lyi para questionar se realmente há validade na vida dos samurais em que seguiram fielmente o tal código por questão de honra, devotando sua vida toda a tal modo de viver, mas que para ele, na verdade o matou, o matou quando tudo que ele tinha de felicidade se foi e ele ainda manteve sua espada, a qual não já lhe rendia felicidade ou gozo algum.

Quem vive pela Espada, Morre pela Espada; Jesus

Vimos que Motome soube sacrificar sua espada em prol de seu filho, Kingo, ele fizera de tudo enquanto lhe foi possível para seguir adiante com sua família, mas Hanshiro, que viveu pela espada, jamais cogitara tal sacrifício, ao invés disso, morreu por ela e com ela, não no duelo dentro da Casa Lyi, não, ele já morrera muito antes, quando não a sacrificara pelo neto.

Também dialogamos com a ideia de um direito natural antes do direito positivo, como no conto de Antígona soube o respeito e o direito ao sepultamento e aos mortos, que Motome não teve dignamente.

Enfim, há muitas visões e filosofias a se extrair da obra e ela se torna linda por isso, a arte é linda por isso, sempre podemos extrair algo diferente dela, o homem nunca será o mesmo, tampouco o rio.
★ 10.0
Um grande filme introspectivo sobre o declínio, que usa uma história de vingança para desmontar a imagem idealizada do código samurai. Em vez de tratar honra e tradição como valores absolutos, o filme mostra como essas palavras podem ser utilizadas por instituições para justificar crueldade, hipocrisia e a preservação de privilégios.
Ele imediatamente me lembrou do filme Unforgiven, de 1992, do Clint Eastwood. Apesar das claras diferenças, ambos desmontam um código moral romantizado e desafiam essas ideias, mostrando como esses valores podem esconder uma realidade muito mais suja.
Todo o resto do filme também é muito bem feito, sendo inevitável falar da atmosfera vazia que ele transmite, utilizada para provocar sensações de aprisionamento dentro das regras rígidas daquele clã, solidão, desespero e declínio cultural daquela era. Há também um foco intenso nas expressões faciais dos personagens, que reforça o peso psicológico de suas decisões e faz com que até pequenos gestos carreguem um enorme significado.