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Guerra e Paz, Parte 1: Andrei Bolkonsky
DIRETOR
Сергей Бондарчук
LANÇAMENTO
14/03/1966
ASSISTIDO EM
03/09/2026
SINOPSE
Parte 1 do mega filme soviético Guerra e Paz (1966), uma adaptação em 4 partes do romance de Leon Tolstoi de 1869. Em São Petersburgo de 1805, Pierre Bezukhov, filho ilegítimo de um nobre rico, é apresentado à alta sociedade. Seu amigo, o príncipe Andrei Bolkonsky, junta-se ao exército imperial russo como ajudante de campo do general Mikhail Kutuzov na Guerra da Terceira Coalizão contra Napoleão.
ONDE ASSISTIR (US)
HBO Max

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Guerra e Paz, Parte 1: Andrei Bolkonsky

Visto
Ranqueado #22/75
Spoxbr
Em Romance: #2/8 · Em Guerra: #5/9 · Em Drama: #19/39
8.7
MEDIANA
8.24
MÉDIA
9
MODA
★ 8.2
Gosto como ele segue uma premissa básica que todo filme de guerra deve repassar, pois afinal, todas as guerras se tratam de derrotas, para a humanidade, para as nações e para o planeta.

Vemos o momento da Belle Époque florescendo e recortes da aristocracia Rússia, mostrando os seus bailes, convenções, costumes enquanto imaginamos um povo russo ainda feudal à mercê de ricos sem consciência da sua própria Nação, tanto que muitos comentavam não saber o porquê da Guerra que estavam a travar contra Napoleão, alguns até o admiravam.

Em contrapartida, vemos o momento da guerra, o momento do esvaimento da vida humana e da dignidade, todos os valores que acreditamos enquanto sociedade se corromperem para servir propósitos tolos e individuais, homens marchando rumo a uma estrada desconhecida sem ter noção de onde vão, sem suas famílias e sem sua pátria.
★ 9.0
Impressionante como esse filme consegue elevar sua escala a um nível monumental sem torná-la vazia ou se perder nessa grandiosidade. A guerra, o romance e o espetáculo histórico estão constantemente subordinados a uma reflexão filosófica sobre a vida, a morte, a ambição e a busca por sentido, fazendo com que toda essa grandiosidade também tenha peso dramático o suficiente.
Essa primeira parte dessa obra não me pegou muito. Achei fastidioso esse início, no qual ficamos nesse mundo de conversas e salões dos aristocratas russos. Certamente, serve para estabelecer todo esse mundo e os personagens que ainda veremos nas próximas partes, mas, isoladamente, essa primeira parte carrega um ritmo bem arrastado e cansativo.
A produção em si é inegavelmente grandiosa, que, nos cenários, figurinos e até mesmo nas cenas de batalha (mesmo nessa primeira parte, ainda meio contidas se comparado ao que acredito vir nas próximas partes), dá pra notar bem claramente o mastodôntico investimento que esse projeto teve pela União Soviética. Tecnicamente, é impressionante.
O Andrei também não me pegou tanto, mas achei extremamente interessante a abordagem da desilusão com a guerra, mas com uma execução, ao menos nessa parte, um tanto tíbia (o filme gasta muito tempo fazendo o world building e acaba não aprofundando de fato o que propõe no âmbito das ideias/trama).
Ante o exposto, forçoso reconhecer que o juízo definitivo sobre tal obra somente há de se perfazer com a devida apreciação do conjunto probatório em sua integralidade, não sendo dado a este julgador, neste momento processual, antecipar conclusão. Fica, pois, consignado: trata-se, na presente fase, de um início tecnicamente admirável, ainda que, respeitados os limites da razoabilidade narrativa, arrastado.
Assinado: aquele que não tem medo da morte.
★ 9.0
(Nível: Operação Épica de Elite / Exige 3 xícaras de café duplo pra tropa não capotar na call do Discord!)
Um clássico Achla onde os caras literalmente moveram um exército de verdade pra fazer um filme de 2 horas e meia — se isso não é Chutzpah, eu já não sei mais o que é! 💣🔥
★ 8.7
O filme traz a ideia que todos já sabem, a guerra é uma estupidez sem sentido que serve para tomar à força e inflar o ego de quem vence.

Em torno dessa premissa temos várias personagens interessantes que se mostram durante o desenrolar do filme:

- As mulheres como um todo que são vistas como distantes da guerra por ficarem em casa e não irem ao campo de batalha. Por conta disso, o filme traz profundas reflexões em seu início acerca do porquê essa luta parece ser uma coisa masculina e como os homens idolatram essa violência.

- O príncipe, ele desde o início se mostrava como uma figura forte e que lutaria até o fim, isso era té esperado de seu pai. Esta personagem, apesar de dizer que não temia a morte, tinha seu sentimento de impotência apoiado em seu ego e na distância imaginária da morte, mas ao quase se deparar com seu fim, não só ele vai embora da guerra, como também seu pai, que parecia não ter emoções por seu filho, entra em prantos. Um símbolo que de que nem o mais inflexível dos guerreiros sustenta sua imagem perante a sombra da morte.

- Pierre é apresentado como o único homem que realmente repudia a morte, e por conta disso, é ridicularizado pelos demais, ainda mais quando alcança uma boa posição em sociedade. Apesar de se impor e travar um duelo para defender a honra de sua amada, ele logo se arrepende ao final da briga, ele é o reforço da estupidez que é a guerra.

Uma coisa que me chamou a atenção no filme foi como Tolstoi descreve as forças bélicas do próprio país, elas são desorganizadas e raramente oferecem uma mínima resistência aos franceses. Além disso, para os coronéis russos, os soldados não passam de recursos, afinal, certas batalhas foram travadas com a derrota iminente em mente, parece lógico na perspeciva deles, não são eles que estarão na linha de frente.

O filme tem um ritmo mais lento do que eu estou acostumado a ver, mas ainda asssim achei muito interessante e adorei a persinagem de Pierre, creio que poderia ser facilmente um 9, mas o sofrimento que passei com o YouTube podem ter influenciado minha nota final.