Cinemanso
C
Convidado
Registrar
Logar
Deus e o Diabo na Terra do Sol
DIRETOR
Glauber Rocha
LANÇAMENTO
13/03/1964
ASSISTIDO EM
27/07/2026
SINOPSE
Manuel vive com a esposa Rosa e a mãe, numa vida muito pobre no sertão brasileiro. Numa discussão com o Coronel que controla sua região o rapaz se revolta e mata o poderoso. Sua única opção é fugir deixando o pouco que tem para trás e seguindo o beato Sebastião que promete a bênção de Deus aos seus fiéis. Manuel pode, sem querer, estar novamente entrando em problemas, pois a oligarquia local encomendou a morte de Sebastião e seus seguidores a João das Mortes, com medo que uma situação como a de Canudos se repita.
ONDE ASSISTIR (BR)
Claro tv+
ONDE ASSISTIR (US)
Criterion Channel

Reproduzir no Stremio

* Requer app instalado ou conta logada no Web Player.

Deus e o Diabo na Terra do Sol

Visto
Ranqueado #12/76
Blagitz
Em Aventura: #2/7 · Em Western (Faroeste): #1/1 · Em Drama: #11/39
8.9
MEDIANA
8.9
MÉDIA
8.9
MODA
★ 8.9
Deus e o Diabo na Terra do Sol é fundamental para entender a história do audiovisual brasileiro. Uma obra potente, corajosa e atemporal sobre a busca pela libertação. Um dos filmes clássicos do grande diretor Glauber Rocha um dos ícones do cinema brasileiro.
★ 10.0
Teria sido muito bom ver esse filme na época da Escola nas aulas de História do Brasil e História do Ceará, assistir a esta película é fazer um resgate ao passado e rememorarmos parte de nossa cultura.

A Trama utiliza e dialoga com diversos discursos enriquecedores, desde os movimentos messiânicos, cangaço, conflitos sociais entre proletário e latifundiário e a miséria e seca da região.

Até a questão da iluminação e das cores serem em Preto e Branco servem como dinâmica para esse diálogo dualista moral como o título aborda inteligentemente "Deus e o Diabo".

Sendo Nordestino, sinto-me muito felicitado em assistir a uma película que retrata muito dos meus conterrâneos e de minha cultura, Amo meu Povo, Amo Minha Cultura, Amo o meu País, Amo o Cinema Nacional!
A obra se passa no tempo do cangaço no sertão e nos ensina e não nos deixa esquecer desse período marcante da história brasileira. Oferecendo diversos pontos de vista do mesmo conflito, Deus e o Diabo na Terra do Sol não só ensina como instiga além do que conseguem as escolas.
O filme tem um pace lento característico que tanto o beneficia fortemente no storytelling quanto desagrada o espectador pelo longo tempo em que pouco ou nada acontece.
No tocante aos enredo e personagens, o filme não desenvolve tão bem sob os parâmetros atuais, mas certamente não são ruins.
Por outro lado, a cinematografia desse filme é fantástica e encantadora; em mostrar a beleza do sertão e a feiura do sertanejo oprimido, a estética não falha aqui.
No final, trata-se de uma boa obra e ótima para sua época, cujo valor atemporal está em manter viva a história do cangaço, de Canudos e da marginal estrutura social sertaneja.
★ 9.0
Certamente, um dos filmes nacionais mais importantes já produzidos.

É importante ressaltar, primeiro, a metáfora revolucionária do "sertão virar mar". A trajetória do protagonista é dividida em três momentos: trabalhador explorado; seguidor do beato; e integrante do grupo de Corisco. O ponto é o seguinte: nenhum deles resolve o problema. Muito pelo contrário, ele é até reproduzido pelos próprios grupos que afirmam combatê-lo, mas sob justificativas de uma esperança alienante. Basicamente, canalizam o desespero de Manuel para alimentar seus próprios mitos. Ele é a representação perfeita do povo.
E, apesar dos problemas sociais perceptíveis no filme, é possível afirmar que o sertão ainda não virou mar. Questões como desigualdade e violência continuam presentes na região.
Também achei bastante interessante a utilização dos cordéis cantados para comentar os acontecimentos, funcionando como uma espécie de coro grego.

É importante também lembrar que algumas considerações técnicas que poderiam ser vistas como defeitos são, na verdade, propositais, por seguirem os princípios do chamado "Cinema Novo".
★ 8.9
Glauber Rocha metendo Chutzpah no cinema nacional com tiro, cangaço e sertão! Clássico absoluto que exige respeito do batalhão todo.