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Chinatown
DIRETOR
Roman Polanski
LANÇAMENTO
20/06/1974
ASSISTIDO EM
09/07/2026
SINOPSE
O detetive particular Jake Gittes é contratado por uma ricaça para investigar o marido, no que parece ser mais um caso de infidelidade conjugal. Gittes logo descobre que a mulher era uma impostora e encontra a verdadeira Evelyn Mulwray, filha de um dos homens mais poderosos da cidade. O detetive se vê no meio de um perigoso jogo de poder, em uma trama surpreendente que envolve desvio de fornecimento de água, aquisições de terras e pessoas ligadas à Companhia de Água e Energia.
ONDE ASSISTIR (BR)
Disney Plus
ONDE ASSISTIR (US)
Hulu

Chinatown

Visto
Ranqueado #16/76
Spoxbr
Em Drama: #14/39 · Em Suspense / Thriller: #5/30 · Em Crime / Policial: #5/15
8.5
MEDIANA
8.57
MÉDIA
8.2; 9; 8.5
MODA
★ 8.2
No geral, a história toda que circunda a ideia do filme é rica e maravilhosa, tendo partes baseadas em fatos reais e partes mais romantizadas e adaptadas para as telonas, sendo bem carregado pela forte atuação de jack nicholson, um dos melhores atores da história de hollywood, isto é, se não for o melhor, no entanto, sinto que de uma grande amplitude de caminhos e interpretações a serem seguidas o filme se encaminhou para um final um tanto quanto fraco e pobre, por questão artística talvez realmente seja a ideia do diretor/roteiristas, mas, ao meu ver, tornou uma histórica rica com final promissor em uma histórica rica com um final pobre, tudo aquilo que vemos sendo desenvolvido por 2 horas nos é tido como apagado, já que no final apesar de termos a resposta do mistério de quem matou mulwray de nada adiantou, já que no final não parece ter importado.
★ 9.0
Filme neo-noir raiz, em que o mundo é retratado com uma decadência moral formal (corrupção no geral) que acaba sendo formada de forma natural. Há também uma perspectiva em que descobrimos as coisas junto com Jake, reeducando o espectador por meio dos erros (erros plantados pelo roteiro de forma muito boa). Ainda falando sobre ele, aquele curativo no nariz o torna meio ridículo, vulnerável, completamente o oposto de uma vibe à la James Bond, por exemplo. Aqui, Jake é ENGOLIDO pela investigação, estando sempre um passo atrás. Eu até acho que a iluminação ensolarada é toda carregada de mentiras também.

Os personagens não têm muito o que dizer, sinceramente, mas Noah Cross... ele é a personificação do poder absoluto. Ele nem é bem-sucedido por ser inteligente em um jogo, mas por controlar as regras desse jogo, enquanto a investigação é somente uma fachada pelo diretor para explicar esses temas de poder. No fim, o pessimismo de Polanski me apeteceu.

"Forget it, Jake. It's Chinatown."
A nota que atribuo aqui é uma mistura de um ponto de vista da cinematografia atual e um a partir do meu limitado repertório de obras da mesma época.
Comparado às escrita e arte do cinema atuais, esse filme se encontra rebaixado em diversos aspectos do enredo, da relação entre as personagens, da apresentação de fatos e vários outros.
Contudo, não posso negar que é um dos melhores filmes da época e, provavelmente, o melhor neo-noir que já vi. A ambientação e o pacing me lembram especialmente Casablanca e o filme, apesar da velocidade, não falha em prender o espectador na trama - que mente constantemente para os personagens e para nós.
Além, o filme me pareceu jogar acontecimentos ao seu belprazer em muitas cenas, mas, apesar de me incomodar, em segunda análise acredito que isso tenha sido uma escolha correta para o enredo.
Certamente, um fã de filmes mais antigos há de se contemplar aqui, mas para alguém que não aprecia as obras dessa época: deixa isso pra lá, aqui é Chinatown.